Rebelo-me!
Rebelo-me com orgulho augusto!
Busco a liberdade,
busco o desvencilhar,
que somente advém
com a quebra dos grilhões
a sujeição Alheia.
Rebelo-me contra a servidão
[racional e espontânea]
Rebelo-me contra a dupla sujeição:
dos desejos internos distorcidos
e da dura realidade fabril do Cosmo.
Rebelo-me contra o Amor
[sinônimo de obediência].
Rebelo-me contra Justiça
[que exige tributo espontâneo].
Rebelo-me contra a Onisciência
[que exige de mim sabendo o intento íntimo].
Rebelo-me contra a Tirania,
vestida de linhos finos de democracia
e tecida sorrateiramente
com supremacia de poder.
Por conseguinte, ainda que, os diálogos
contidos na angelomaquia falem de vontades livres,
não pauso minha queda
e colido contra o solo do Paraíso Perdido.
Ergo-me
e
Rebelo -me!
José Ailton Santos - Licenciado em História pela Universidade Federal de Sergipe [UFS], Pós-graduado pela faculdade Pio X em História do Brasil, bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Tiradentes [UNIT], ex-professor efetivo da rede estadual de ensino do estado de Sergipe, funcionário efetivo do Banco do Estado de Sergipe com certificação pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais [ANBIMA], blogueiro, poeta de ocasião e portador da SPNDLR [Síndrome Patológica de Necessidade Diária de Leitura e Reflexão]
