quarta-feira, 7 de abril de 2021

ANJO CAÍDO


 


Rebelo-me! 

Rebelo-me com orgulho augusto!


Busco a liberdade,

busco o desvencilhar, 

que somente advém

com a quebra dos grilhões

a sujeição Alheia.


Rebelo-me contra a servidão

[racional e espontânea]

Rebelo-me contra a dupla sujeição:

dos desejos internos distorcidos

e da dura realidade fabril do Cosmo.


Rebelo-me contra o Amor

[sinônimo de obediência].

Rebelo-me contra Justiça

[que exige tributo espontâneo].

Rebelo-me contra a Onisciência 

[que exige de mim sabendo o intento íntimo].


Rebelo-me contra a Tirania, 

vestida de linhos finos de democracia

e tecida sorrateiramente 

com supremacia de poder.


Por conseguinte, ainda que, os diálogos 

contidos na angelomaquia falem de vontades livres,

não pauso minha queda

colido contra o solo do Paraíso Perdido.

Ergo-me

e

Rebelo -me! 




José Ailton Santos - Licenciado em História pela Universidade Federal de Sergipe [UFS], Pós-graduado pela faculdade Pio X em História do Brasil, bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Tiradentes [UNIT], ex-professor efetivo da rede estadual de ensino do estado de Sergipe, funcionário efetivo do Banco do Estado de Sergipe com certificação pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais [ANBIMA], blogueiro, poeta de ocasião e portador da SPNDLR [Síndrome Patológica de Necessidade Diária de Leitura e Reflexão]